Nos tempos atuais, as coisas que pareciam de fato importar tornaram-se banais: caráter, sinceridade e decisão foram suprimidos por puro egoísmo, falso moralismo e omissão. A cada passo dado, caminhamos nesta direção, e o que já nos resta não passam de sombras e ilusão... Talvez seja insanidade ou visão pessimista, mas que se foda... Resista! Não perpetue essa condição!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
"iAlerta!"
Apenas um fato importante a ser rememorado:
Sábado, 30/04/2011, completou-se 66 anos da morte de Hitler, o sacripanta líder dos nazistas. Infelizmente, a desprezível ideologia por ele criada ainda reflete em nossa sociedade e, no cotidiano, podemos nos deparar com a sua indesejável presença.
Algo que chama a atenção é que, frequentemente, algumas pessoas caracterizam Hitler como um ser "provido de inteligência demasiada" por comunicar-se de forma eloquente e exortar milhares de alemães a concordar com suas ideias. Contrapondo-se a essas opiniões, digo: pelos muitos fatores analisados por meio da História, Hitler não passou de um oportunista de boa oratória, que utilizou-se da grande crise econômica gerada pelo "crack" da Bolsa de Valores de NY e do sentimento de revanchismo que difundiu-se sobre os alemães após a I Guerra Mundial. Pelo visto, é pouco para considerá-lo um "ser inteligente"; basta constatar as inúmeras atrocidades cometidas contra milhares de pessoas que não correspondiam ao "padrão da raça ariana" (detalhe... "raça pura"? Como é possível acreditar em tal fator em um mundo de constantes correntes migratórias e contatos sociais ao longo do tempo? Ah... e a genética? "conhecimentos mínimos" de biologia talvez ajudassem, não?).
Pode argumentar-se como quiser, mas é fato: os crimes cometidos por ele e por seus asseclas jamais serão justificáveis.
Enfim, importante ressaltar: o nazismo "sobrevive" graças a algumas pessoas, o que de forma alguma é aceitável. Que essa data reforce a necessidade de sempre reagirmos para coibir as práticas dessa corja de preconceituosos.
"¡No pasarán!"
segunda-feira, 7 de março de 2011
"O que é a propriedade?" [Proudhon]
Muito interessante o livro "O que é a propriedade?", do anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon. Após iniciar sua análise estabelecendo que a propriedade "é o roubo", o autor argumenta de forma incisiva, elaborada e, muitas vezes, irônica para justificar sua proposição.
Proudhon dividiu sua obra em cinco capítulos, buscando, de início, explanar o "direito de propriedade", enfatizando que este é um absurdo, ilegítimo, injustiça que fomenta a exploração e a opressão do "homem sobre o homem". A terra, um "instrumento" concedido pela natureza e utilizado para garantir a perpetuação do homem, não pode ser apropriada, nem por ocupação, nem por trabalho. Para garantir que a igualdade permeie a sociedade (algo essencial) e satisfaça as necessidades dos seus componentes, a terra e os demais "instrumentos" devem ser baseados na "posse", repartidos de forma a atender a todos.
O autor faz um paralelo com escritos de economistas e filósofos (Destutt de Tracy, Jean-Baptiste Say, Comte, Cousin), defensores da manutenção da propriedade, contrapondo-se a eles através de cálculos e situações cotidianas.
No livro ainda consta o papel exercido pelo Estado de forma a perpetuar a desigualdade e a necessidade de atingirmos a anarquia. Nas palavras de Proudhon: "A liberdade é igualdade, pois liberdade só existe no estado social e fora da igualdade não existe sociedade. A liberdade é anarquia, pois não admite o governo da vontade, apenas a autoridade da lei, isto é, a necessidade".
Recomendo!
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