Para criticar e satirizar a maioria dos trabalhos poéticos do momento, pautados somente por uma exagerada tendência a só falar de "amor, dor e pé na bunda", lá vai:
ANTI-POEMA
"Sou poeta, expresso o meu drama
Tenho pesadelos e urino na cama
Sou poeta, um trovador solitário
Todo dia jogo sozinho Super Mario
Sou poeta, belo como a violeta
Ansiei por uma ninfa e acabei com uma ninfeta
Sou poeta, um 'romântico' à antiga
Mas copio Drummond e Clarice é minha diva
Sou poeta, adoro Dorian Gray
É personagem do Wilde? Talvez, não sei
Sou poeta, a tristeza é companheira fiel
Estou no banheiro e sempre acaba meu papel
Sou poeta, meu verso é arte sublime,
Sou tão clichê e já nem sei o que deprime
Sou poeta, da rosa me atrai o perfume
Fui cheirá-la e escorreguei em um estrume
Sou poeta, em meu peito reside a cicatriz
Fui esfaqueado por não pagar a meretriz
Sou poeta, em mim há algo latente
Já não sei se é amor ou prisão de ventre
Sou poeta, pássaro preso na gaiola
Sou muito sensível, mas me chamam de 'boiola'
Sou poeta, a existência me desespera
E apenas tu tens paciência para ler tanta merda"
Sou poeta, um 'romântico' à antiga
Mas copio Drummond e Clarice é minha diva
Sou poeta, adoro Dorian Gray
É personagem do Wilde? Talvez, não sei
Sou poeta, a tristeza é companheira fiel
Estou no banheiro e sempre acaba meu papel
Sou poeta, meu verso é arte sublime,
Sou tão clichê e já nem sei o que deprime
Sou poeta, da rosa me atrai o perfume
Fui cheirá-la e escorreguei em um estrume
Sou poeta, em meu peito reside a cicatriz
Fui esfaqueado por não pagar a meretriz
Sou poeta, em mim há algo latente
Já não sei se é amor ou prisão de ventre
Sou poeta, pássaro preso na gaiola
Sou muito sensível, mas me chamam de 'boiola'
Sou poeta, a existência me desespera
E apenas tu tens paciência para ler tanta merda"
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